quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Andaluzia se integra ao movimento pelo envelhecimento ativo

Alexandre Kalache faz conferência na Espanha
“Há mais pessoas com mais de 60 anos hoje no mundo do que a soma de todas as pessoas que já atingiram esta idade ao longo da história. Se isso não é uma revolução, não sei o que é!”, disse Alexandre Kalache ao abrir sua conferência na Escola Andaluz de Saúde Pública (Escuela Andaluza de Salud Pública - EASP), onde é professor associado. Além da atividade docente na Espanha e em universidades de outros países, Kalache é co-presidente da Global Alliance of International Longevity Centres (ILC) e presidente do Centro Internacional de Longevidade Brasil (ILC-BR).
O programa da Jornada “Envejecimiento Activo y Saludable +50” começou com a boas vindas do diretor da EASP, Juan Carlos March, que destacou alguns aspectos da conferência de Kalache, como “ser preciso saber que coisas a fazer para o futuro, para que a cidade seja amiga do idoso e que o meio ambiente e o entorno sejam favoráveis e não barreiras, como adicionar vida aos anos, como superar as desigualdades sociais, quais os papéis dos serviços sociais e da saúde.” Indicou, ainda, esses pontos como parte do debate para os grupos de discussão que se seguiriam à conferência.
Ao passar a palavra para Alexandre Kalache, o diretor pontuou a “importância de ajudar Andaluzia, a Espanha e o mundo para a implantação de estratégias de envelhecimento ativo”. Segundo Juan Carlos March, a expectativa da EASP é propor um conjunto de propostas voltadas à melhoria da vida das pessoas idosas.
Alexandre Kalache apresentou o Marco Político do Envelhecimento Ativo (Active Ageing Framework), publicado em 2002 pela Organização Mundial da Saúde (OMS) - quando era diretor do Departamento de Envelhecimento e Curso de Vida – e lançado em 2015, revisado e atualizado pelo ILC-Brasil.
Disponível aqui vídeo da conferência.

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Países são avaliados de acordo com a forma como cuidam de suas populações idosas

Pessoas idosas desses países gravaram um vídeo onde transmitem em 10 segundos uma mensagem em resposta à pergunta “o que o seu país pode fazer pelas pessoas idosas?”
 
O Brasil foi representado no vídeo por Maria da Penha Franco, de 81 anos, membro do Conselho Estadual para Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa – Cedepi, do Estado do Rio de Janeiro. Link para o vídeo: http://www.helpage.org/global-agewatch/
 
Índice analisa o envelhecimento global na publicação anual da HelpAge International, o Global AgeWatch Index, lançado na última terça-feira,  dia 8 de setembro, na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York.
 
O lançamento foi marcado por um debate sobre as informações veiculadas pelo Index, com participação de Toby Porter, CEO da HelpAge International. O debate introduziu o Index e discutiu encaminhamentos para as Metas de Desenvolvimento Sustentável (Sustainable Development Goals - SDGs), que incluem questões relacionadas ao envelhecimento populacional, “refletindo o crescente reconhecimento do envelhecimento da população como fator de transformação de nosso mundo e criando oportunidade para o melhor preparo para o futuro”, ressaltou Toby Porter.
 
Alexandre Kalache, médico, gerontólogo, presidente do ILC-BR e co-presidente da Aliança Global de ILCs, considera que “o Global Age Watch Index mostra um Brasil estacionário no ranking dos países onde é melhor envelhecer. A mudança de duas posições no ranking não significa que o ano foi bom.”

Clique aqui para download da publicação

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Congresso de Geriatria e Gerontologia é boa notícia!

A celebração positiva expressou o clima da abertura do Congresso Estadual da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), “GERIATRIO 2015”, promovido a cada dois anos pela seção Rio de Janeiro.
 
Mesa de abertura*
O GERIATRIO 2015 foi aberto às 19h do dia 3 de setembro pelo presidente nacional da SBGG, geriatra João Bastos Freire Neto. As boas vindas da presidente do Departamento de Gerontologia da seção Rio de Janeiro, Márli de Borborema Neves, agradeceu o senso de coletividade que predominou durante a organização do congresso.
 
E Tarso Mosci, presidente da seção Rio de Janeiro, ressaltou a integração dos campos da geriatria e gerontologia: “geriatra tem alma de gerontólogo, com a diferença que prescreve”. Ao traçar uma imagem do congresso, relembrou a todos que as notícias dos meios de comunicação têm sido negativas e desejou que “o GERIATRIO 2015 seja uma boa notícia, pois reúne muita gente que se preocupa com o envelhecimento”.
 
Em seguida à abertura, foi realizada a Conferência Magna “Como cuidar de idosos com doenças graves no século XXI”, apresentada por Fernando Kawai, pesquisador norte-americano, nascido no Brasil, onde se graduou em medicina pela USP em 1998. Sua residência em medicina interna foi no New York Medical College / Metropolitan Hospital e a especialização em Geriatria pelo Programa Harvard Geriatrics Fellowship - Harvard Medical School, Beth Israel Deaconess Medical Center. Completou sua formação em Cuidados Paliativos na Universidade de Stanford.
 
Fernando Kawai considera que “com o envelhecer, vem o morrer” e que menos intervenções no paciente proporcionam mais qualidade de vida. Para Kawai, “a prática médica conduz o paciente idoso para as unidades de tratamento intensivo e planejam um tratamento intervencionista, caracterizado por diversos tubos, imobilidade e até contenção.” As condições clínicas de doença grave e de fim de vida, segundo Kawai, “requerem decisões do paciente sobre a vontade quanto a essas intervenções ou não - sobre a forma como quer morrer”.
 
Os resultados de estudos de Kawai mostram que “menos UTI e mais cuidados paliativos para alívio da dor e da depressão, prolongam a vida de pacientes, em comparação a pessoas em tratamento convencional.”
 
De 3 a 6 de setembro, o GeriatRio 2015 reúne os participantes no Centro de Convenções do Hotel Royal Tulip, em São Conrado.
 
*Na foto, a partir da esquerda:
Márli Borborema Neves, Dulcinea Monteiro, Rodrigo Serafim, Maria Angélica Sanchez, João Bastos Freire Neto, Emylucy Paradela, Claudia Burlá, Célia Caldas e Tarso Mosci

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Integrar o que está fragmentado: o cuidado das doenças crônicas

Quem é o paciente crônico? Como está sendo cuidado? A resposta à primeira pergunta indica a pessoa de qualquer idade em condições clínicas decorrentes de uma doença crônica. Mais especificamente, a população idosa surge como grupo etário cada vez mais numeroso e relacionado às doenças crônicas, em decorrência de transições – demográfica e epidemiológica - originadas pelo expressivo aumento da expectativa de vida e rápida diminuição do número de mortes por doenças infecciosas e desnutrição, além da melhora da sobrevivência de crianças e da redução dos nascimentos. Antes de ser respondida, a segunda pergunta estimula muita análise e reflexão.
 
O envelhecimento populacional é acompanhado de crescente incidência de doenças crônicas em idosos, vinculadas a fatores fisiológicos típicos do avanço da idade, da herança genética, de práticas e hábitos adotados ao longo do curso de vida. São enfermidades progressivas e incapacitantes, que levam a diferentes graus de dependência para as atividades básicas de vida diária e acentuado declínio funcional. O complexo manejo do agravamento de doenças crônicas em pessoas idosas demanda modelos de cuidado baseados em uma nova concepção do processo saúde-doença, de relacionamento com a família e de organização dos serviços, entre muitos outros fatores.
 
A partir da esquerda: Anelise Fonseca, Lívia Coelho, Kylza Estrella e Martha Oliveira.
Em debate intitulado “Integração e coordenação do cuidado ao paciente crônico: discussão de modelos e experiências”, promovido pela Aliança para a Saúde Populacional (ASAP), no dia 2 de setembro, a questão foi levantada sob diferentes aspectos no âmbito das instituições de saúde pública e do setor privado. O evento foi aberto com as boas vindas de Paulo Marcos, presidente do Conselho de Administração da ASAP, e da CEO da ASAP, Milva Gois. Com moderação de Kylza Estrella, diretora da Semeando Saúde, as apresentações de Anelise Fonseca (médica, coordenadora do Núcleo de Cuidados Paliativos do Procare Saúde e do Hospital Adventista Silvestre) e de Lívia Coelho (médica, professora de pós-graduação de geriatria e gerontologia da Fundação Unimed), contaram com comentários de Martha Oliveira (médica, diretora da Agência Nacional de Saúde Suplementar).
 
Entre as considerações sobre modelos, as experiências relatadas pelas expositoras, por um lado, questionaram a distância entre governo, profissionais e sociedade sobre a possibilidade de inserir os cuidados paliativos na atenção primária e na hospitalar, como estratégia de cuidado da pessoa idosa em processo de adoecimento ou de fim de vida. Anelise Fonseca refletiu sobre “em que medida o cuidado integrado envolve o próprio paciente, os profissionais e a coordenação organizacional, promovido de acordo com as necessidades do paciente, com centralidade e troca de informações, em níveis macro, mezzo e micro.”
 
Um modelo organizado como “Rede de Atenção ao Idoso” implica conhecimento da população idosa, estratificação por risco e destaque à heterogeneidade – identificando “o idoso robusto, idoso com risco de perda funcional e idoso frágil”, segundo Lívia Coelho.
 
Durante o debate, Martha Oliveira pontuou que “o sistema de saúde é organizado de forma que cria dificuldades, com baixa eficiência e alto custo”. Considerou, ainda, que o setor deixou de discutir qualidade, do mesmo modo que abandonou o aspecto da cultura. “Sem qualidade não se discute modelo”, afirmou.

terça-feira, 25 de agosto de 2015

A luta para a não contenção da pessoa idosa

A palestrante Arianna Kassiadou Menezes
Um tema do cotidiano nem sempre parece ser um problema para o qual buscar uma solução. A geriatra Arianna Kassiadou Menezes, atuante há mais de 33 anos, disse que “foi necessário que alguém a despertasse para a situação, que não chama tanto a atenção dos profissionais de saúde e dos familiares de pessoas idosas”.
 
No seminário “Cultura de não contenção da pessoa idosa – estratégias e desafios”, Arianna Menezes afirmou que “a contenção das pessoas idosas é entendida como várias formas, mecanismos e métodos que, de alguma maneira, vão limitar a pessoa, em um primeiro momento restringindo a mobilidade livre, ou seja, o movimento corporal espontâneo.” E completou que, “em uma visão mais ampla, entende-se como contenção, qualquer medida restritiva do cotidiano, como, por exemplo, a recomendação de que uma pessoa idosa não saia à rua.”
 
Arianna explicou que pode até haver uma justificativa para a medida, mas é uma restrição colocada de fora para dentro, que não é uma escolha da pessoa e, apesar de não ser uma limitação física primária, nem de habilidade cognitiva, é uma ação imposta como proteção e prevenção e, talvez seja muito indicada – mas requer reflexão.
 
O seminário “Cultura de não contenção da pessoa idosa – estratégias e desafios” foi realizado no dia 20 de agosto, de 10h às 12h, promovido pelo Centro Internacional de Longevidade Brasil (ILC-BR) e pelo Centro de Estudo e Pesquisa do Envelhecimento (Cepe), com moderação de Alexandre Kalache, presidente do ILC-BR e co-presidente da Aliança Global de Centros Internacionais de Longevidade (International Longevity Centres Global Alliance – ILC-GA).
 
A quem se destina a luta pela não contenção?
 
A prática de contenção de pessoas idosas tem sido, habitualmente, empregada em indivíduos com determinadas condições de fragilidade, quando outros indivíduos assumem a responsabilidade por elas. “São pessoas idosas limitadas, seja por uma ação de fechar uma porta, de trancar um quarto, de impedimento da escolha do canal de televisão ou de conter quimicamente”, contextualiza Arianna. Para a geriatra, “ser dependente implica em uma correlação, por que ninguém é dependente do nada, mas de alguma coisa ou de alguém. A dependência ocorre quando alguém compensa as incapacidades e as deficiências de outro alguém.”
 
O trabalho por uma cultura de não contenção da pessoa idosa se destina ao subgrupo de população que se tornou dependente, com restrições de ordem mental ou física, que requerem a participação de outra pessoa para que alcance o que necessita no cotidiano e não consegue fazer de forma autônoma. A quantidade de pessoas idosas em situação de dependência está vinculada à escala em que se insere e varia de 20 a 40% dos idosos, sendo que os idosos com altíssima dependência correspondem a 5% das pessoas idosas, em todo o mundo. “A idade em que a dependência começa, varia de acordo com os países ditos desenvolvidos (início mais tarde) e aqueles ditos em desenvolvimento” pontua Arianna.
 
Para o suporte às pessoas idosas em situação de dependência, os dois lugares prováveis de cuidado são a residência e as instituições de longa permanência de idosos (ILPI). Se houvesse boa disponibilidade de centros-dia, centros de convivência e de centros de demência, diz Arianna, as opções seriam maiores. E acrescenta: “se as ILPIs no Brasil não fossem vistas como lugar para a pobreza, não haveria o uso do leito de hospital como espaço de internação de idosos”.
 
Muitas vezes, a contenção da pessoa idosa adota o discurso da segurança e proteção do paciente, devendo, segundo Arianna, “ser ponderada para não extrapolar os seus possíveis "benefícios" em detrimento do Direito à liberdade, da ética e de um plano terapêutico humano. A luta por uma ‘Cultura de não Contenção em Idosos’ sustenta a conscientização dos profissionais pelos riscos envolvidos na adoção corriqueira desta prática dos direitos humanos e da necessidade de crítica para a adoção das boas práticas em gerontologia, sustentadas em evidências.”
 
Preocupação internacional
 
A “luta” de grupos profissionais em outros países ganhou a adesão de um grupo brasileiro, de Niterói, que foi progressivamente trocando informações com pesquisadores da cidade italiana de Trieste e da cidade argentina de Buenos Aires.
 
Formou-se assim o Grupo da “Tríplice Aliança”, agregador de amigos voluntários, criado em Junho de 2014 por profissionais e pesquisadores ligados ao campo da Geriatria e Gerontologia das cidades de Niterói, no Brasil; Trieste, na Itália e Buenos Aires, na Argentina. Em seguida, foi incorporada a Espanha, que tem várias iniciativas na área e o México por intermédio da página do Grupo no Facebook.
 
Desde então, o Grupo tem se dedicado à difusão da “Cultura de Não Contenção da Pessoa Idosa Dependente” nos espaços científicos e assistenciais e também através de rede virtual.
 
Informações sobre a Palestrante:
Arianna Kassiadou Menezes, geriatra; mestre em Ensino de Ciências da Saúde e do Ambiente; titulada como Especialista em Geriatria e Gerontologia pela Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia e pela Associação Médica Brasileira; especialista em Geriatria e Gerontologia pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Atua como médica no campo da assistência ambulatorial ao idoso na UFF desde 1983 e tem experiência em medicina geriátrica ambulatorial e domiciliar, em atendimento multidisciplinar à saúde da pessoa idosa, em cuidados prolongados à pessoa idosa em situação de dependência, em gestão e assistência ao idoso em Instituição de Longa Permanência, inclusive nos serviços Longevus e Villa Vecchia, em Niterói. É responsável desde 2011 pelo desenvolvimento do site de divulgação de informação no campo do Envelhecimento.
 
Informações sobre a Debatedora:
Rosimere Ferreira Santana – pós-doutora, professora adjunta da Faculdade de Enfermagem/UFF, atuante em enfermagem geriátrica e sistematização da assistência de enfermagem.
 
Em novembro, o "Grupo da Tríplice Aliança" realizará o Curso Qualidade dos Cuidados de Longo Prazo
 
Com carga horária de de 20 horas, o curso se propõe a discutir aspectos mais práticos e metodologias de intervenção direcionadas aos idosos dependentes, com demência e institucionalizados. O foco é a qualidade dos cuidados de longo prazo. Os dois principais palestrantes são de Trieste-Itália: Fabio Cimador e Gilberto Cherri.
 
Nos dias 27-29 de novembro, o curso será realizado em Niterói, com tradução simultânea.
 
Número de Vagas: 50
Certificado: Núcleo de Estudos e Pesquisa em Enfermagem Gerontológica (NEPEG)/UFF
Local: Anfiteatro do Serviço Ambulatorial da Marinha do Brasil, Ponta D’Areia – Niterói- RJ
Datas e Horários: 
Sexta-Feira 27 Nov 2015 - 14:00 às 18:00
Sábado 28 Nov 2015 - 08:30 às 12:30  e  14:00 às 18:00
Domingo 29 Nov 2015 - 08:30 às 12:30 e 14:00 às 18:00
 
Promoção:
"Grupo da Tríplice Aliança" - que divulga a cultura de não contenção da pessoa idosa.
Apoio:
NEPEG/UFF
Marinha do Brasil
Secretaria de Saúde de Trieste
ILPI Villa Vecchia

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Envelhescência - um documentário sobre as possibilidades da velhice

É possível ser surfista depois dos 60 anos? Praticar Aikido aos 89 anos? Fazer tatuagens após os 70? Se formar em medicina aos 84 anos? Ainda ser paraquedista aos 76? Vencer maratonas na categoria de 80 a 89 anos?
 
O diretor do documentário Envelhescência, Gabriel Martinez, encontrou seis pessoas “símbolo” de uma forma de chegar à velhice com visão otimista da vida, disposição para superar desafios e vontade de se reinventar.
 
Edmeia Corrêa se tornou surfista após os 60 anos e diz sentir imenso prazer com o esporte. Kenji Ono, japonês, introdutor do aikido no Brasil e ainda hoje, aos 89 anos, um mestre admirado e praticante da técnica. Judith Caggiano, depois dos 70 anos começou a tatuar o corpo, agora totalmente coberto por desenhos coloridos. Edson Gambuggi se formou em medicina aos 84 anos e ressalta o valor do convívio com outras gerações de estudantes. Luiz Schirmer, médico, grande paraquedista com 76 anos, que não abre mão da adrenalina proporcionada pelo esporte. Oswaldo Silveira é maratonista campeão da categoria de 80 a 89 anos.
 
As histórias contadas no documentário “Envelhescência” podem ser consideradas como “materialização” do Envelhecimento Ativo - conceito sistematizado pela Organização Mundial da Saúde em 2002 e revisado e atualizado, em 2015, pela equipe do Centro Internacional de Longevidade Brasil (ILC-BR), sob a liderança de seu presidente, o médico e gerontólogo Alexandre Kalache, co-presidente da Aliança Global de Centros Internacionais de Longevidade (ILC Global Alliance).
A partir da esquerda: Luiz Schirmer, Alexandre Kalache, Gabriel Martinez e Mirian Goldenber
 
A exibição do documentário “Envelhescência” foi uma iniciativa conjunta do Centro Internacional de Longevidade Brasil (ILC-BR) e Centro de Estudo e Pesquisa do Envelhecimento (Cepe), realizada no dia 13 de agosto, às 15h, no auditório do Cepe à Av. Padre Leonel Franca, 248, Gávea. O documentário de longa metragem (84 minutos) teve argumento de Ruggero Fiandanese e comentários especializados dos experts Alexandre Kalache, Mirian Goldenberg e Mário Sergio Cortella.
 
Depois da exibição, o diretor Gabriel Martinez falou sobre a produção para um auditório cheio. Disse que tudo começou quando pensava redirecionar sua atividade na área de audiovisual. Há dois anos, procurava temas para um documentário e, entre eles, estava a terceira idade – que sempre o instigou. Especialmente por que, nessa época, ele tinha 33 anos e passava por sua cabeça que era “velho” para começar algo novo, como migrar da realização de vídeo institucional para a produção de conteúdo, ou seja, de documentários.
 
Com mediação de Alexandre Kalache, Mirian Goldenberg, que assistiu ao Envelhescência pela primeira vez, e Gabriel Martinez conversaram com um dos entrevistados do filme, o paraquedista Luiz Schirmer, em clima de emoção e celebração.

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Um momento criativo para pessoas idosas - a Oficina “Varal Literário”

O Cepe (Centro de Estudo e Pesquisa do Envelhecimento) promoveu hoje o encerramento da “Oficina Varal Literário” com exposição dos livros artesanais criados pelas pessoas que participaram – em sua maioria com mais de 60 anos, o que proporcionou convivência intergeracional. 
Os idealizadores e professores Boris Garay, Patrícia Fernandes e Helena Rawet.
A Oficina Varal Literário, gratuita, foi ministrada por profissionais do Cepe: Boris Garay, designer gráfico; Patrícia Fernandes, psicóloga; e Helena Rawet, terapeuta ocupacional. Uma realização do Cepe, vinculado ao Instituto Vital Brazil, com apoio da Fundação de Empreendimentos, Pesquisa e Desenvolvimento Institucional, Científico e Tecnológico do Rio de Janeiro (Femptec).
 
A atividade de encerramento incluiu ainda um sarau literário e musical, com declamação de poesias ou textos de autoria dos participantes e de escritores famosos e canções acompanhadas por todos os presentes ao evento.
 
Durante um mês (01-29 de julho), a Oficina proporcionou a exploração da criatividade em grupo, de forma prazerosa e saudável, representando uma oportunidade para exercitar a memória, o cérebro e a reflexão de modo geral. Os meios de expressão foram o desenho, colagem, pintura e a escrita. Para se inscrever não era necessário ter vivência na área artística ou literária e os acompanhantes de idosos podiam participar.