sexta-feira, 1 de março de 2013

Projeto Transporte Amigo do Idoso foi apresentado na Secretaria Municipal de Transporte

Os mais variados apectos da mobilidade urbana interessam a cada cidadão, de qualquer idade e situação econômica. Enquanto que sua adequação ao aumento do envelhecimeno populacional diz respeito diretamente ao idoso  e beneficia a toda a população.
 
A apresentação feita por Alexandre Kalache sobre o Projeto "Transporte Amigo do Idoso - amigo de todos (Taí)", a convite do Subsecretário Joaquim Monteiro de Carvalho, traçou um panorama do contexto do transporte em relação ao envelhecimento populacional e da trajetória do Comitê Intersetorial do Transporte, integrado pelo Centro Internacional da Longevidade e pelo Centro de Estudo e Pesquisa do Envelhecimento (CEPE) - do Instituto Vital Brazil - e por diversos setores da sociedade civil.
 
O enfoque “amigo do idoso”, criado e divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), é uma estratégia de preparação da sociedade para o crescente aumento da população idosa e suas especificidades em termos de mobilidade urbana, atividade laboral, aprendizagem permanente, vida saudável e defesa da cidadania. Todos os segmentos da vida social podem ser amigáveis ao idoso, desde cidades, estados, países, até unidades de saúde e indivíduos, como foi o caso do projeto Porteiro Amigo do Idoso, desenvolvido em Copacabana, a partir de 2005.

Na abertura do encontro, o Secretário Carlos Osório considerou o projeto oportuno e necessário à cidade do Rio de Janeiro que já serve de exemplo para o restante do país no que se refere às iniciativas voltadas à mobilidade urbana. A Secretária Municipal Cristiane Brasil, da Secretaria do Envelhecimento Saudável e Qualidade de Vida (SESQV), acompanhada de vários membros da equipe da Secretaria envolvidos na busca de melhorias para a cidade que beneficiem a população idosa, ressaltou a importância do projeto e a afinidade com as iniciativas da SESQV.


Em pé à direita, o Subsecretário Joaquim Monteiro; à esquerda o Secretário Carlos Osório; e, sentados, de costas, Alexandre Kalache e Cristiane Brasil.

Participaram também profissionais de outras pastas e áreas, como Secretaria Municipal de Urbanismo, Rio Luz, CET-Rio, Segurança, organização Rio Eu Amo Eu Cuido, Porto novo, projeto Calçadas Cariocas, Universidade Celso Lisboa.
 
Contatos sobre o Projeto podem ser feitos pelo telefone (21) 2334-6840 e pelo email silvia.costa@ilcbrazil.org

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

A experiência de Nova Iorque como Cidade Amiga do Idoso

Como uma sociedade pode se preparar para o rápido envelhecimento de sua população? O Programa Cidade Amiga do Idoso é uma estratégia estruturante desenvolvida em várias cidades do mundo - já são em torno de 1.000. Adotado em Nova Iorque, o programa viabilizou a implantação de medidas que tornam diversos espaços da cidade mais amigáveis aos idosos... e aos demais cidadãos.
Debatedores: à esquerda Alexandre Kalache e a convidada Jo Ivey Boufford; Secretária Municipal Cristiane Brasil (SESQV); Secretário Estadual Marcus Vinicius (SEESQV) e Secretário Estadual da Saúde Sérgio Côrtes.

O ponto alto da palestra sobre a experiência de Nova Iorque foi a presença de Secretários de Governo no debate realizado no Seminário Age Friendly New York, como parte do Ciclo de Seminários “Inovações em Políticas Públicas para o Envelhecimento Populacional”, promovido em ação conjunta do Centro de Estudo e Pesquisa do Envelhecimento (Cepe), do Instituto Vital Brazil, com o Centro Internacional de Longevidade (International Longevity Centre-Brazil).

O Secretário Sérgio Côrtes, da Secretaria de Estado de Saúde - à qual o Instituto Vital Brazil se vincula -, abriu o seminário e participou da primeira rodada de debates com o Secretário Marcus Vinicius (Secretaria de Estado de Envelhecimento Saudável e Qualidade de Vida) e a Secretária Cristiane Brasil (Secretaria Municipal de Envelhecimento Saudável e Qualidade de Vida). A moderação do debate foi feita pelo médico e gerontólogo Alexandre Kalache, Presidente do Centro Internacional de Longevidade e as boas vindas couberam ao médico Luiz Maurício Plotkowski, Diretor Geral do Cepe.

A palestrante, Professora Jo Boufford, Presidente da Academia de Medicina de Nova York, ressaltou que “o desenvolvimento de uma cidade amiga do idoso traz uma mudança conceitual e percepção de que o envelhecimento é uma conquista da saúde pública e não um desastre anunciado”. No caso da adesão de Nova Iorque ao Programa Cidade Amiga do Idoso, os defensores da implantação do programa entenderam a importância da participação das instituições governamentais como forma de garantir suporte político em todos os níveis da administração pública. Na segunda rodada de debates a pesquisadora canadense, Dra. Louise Plouffe, que integra o ILC-Brazil, adiantou um pouco do que relatará sobre a experiência do Canadá em outro seminário do Ciclo.

O seminário foi realizado nesta terça-feira, dia 26 de fevereiro, de 08h30 às 12h15, no auditório do Cepe, na Gávea.

Para Alexandre Kalache, “a vinda da Dra. Jo Boufford ao Rio de Janeiro criou a oportunidade para o compartilhamento da experiência da cidade de Nova Iorque com o Programa Cidades Amigas dos Idosos e o início da sensibilização de profissionais, gestores públicos, autoridades e interessados em geral.”

Dra. Jo Ivey Boufford durante sua apresentação.

A Dra. Jo Ivey Boufford é professora de Gestão Pública e Políticas de Saúde na Escola de Serviço Público Robert F. Wagner e professora de Pediatria Clínica da New York University School of Medicine. Atualmente faz parte do conselho da Associação de Hospitais e preside a Comissão de Saúde Pública do Estado e do Conselho de Planejamento de Saúde. Em 1992, Jo Boufford foi eleita membro do Instituto de Medicina (IOM).

Tudo sobre o Programa Nova Iorque Amiga do Idoso:
http://www.nyam.org/agefriendlynyc/

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Costa Rica pode ser primeiro país com o título de “Amigo do Idoso”


O projeto “Costa Rica Amiga dos Idosos” foi discutido ao longo de 2012 e ganhou impulso esta semana quando as autoridades assumiram compromisso com a iniciativa por meio do Gabinete da Presidência da República que assegurou apoio ao projeto. A imprensa promoveu ampla cobertura da presença de Alexandre Kalache em San Jose.

Tudo se encaminha para que a Costa Rica seja o primeiro país a ganhar o título de “País Amigo do Idoso”. A visita de Kalache envolveu vários setores no movimento, com vistas a mudanças na infraestrutura, transporte público, moradia, inclusão social entre outros aspectos que observam os quatro pilares do programa propostos pela Organização Mundial da Saúde: Proteção, Educação, Participação e Saúde.
 
Depois de encontros com representações da sociedade civil, as atividades rumo a “Costa Rica Amiga do Idoso” foram coroadas por uma sessão no Congresso Nacional da Costa Rica.

Alexandre Kalache com Emiliana Rivera, diretora executiva de CENAMA - Agência do Governo de Costa Rica para Políticas para Idosos; Deputada Rita Chaves, vicepresidente do Congresso Nacional, e Silvia Gascon do Projeto Ciudades Amigables de las Personas Mayores, de La Plata na Argentina.

Sessão no Congresso Nacional da Costa Rica para apresentação da proposta de projeto Costa Rica Amiga do Idoso.



Rio discutirá políticas públicas sobre envelhecimento



Novas ideias e abordagens para desenvolvimento e avaliação de políticas
 

Ação conjunta do Centro Internacional de Longevidade (International Longevity Centre-Brazil), Instituto Vital Brazil e Centro de Estudo e Pesquisa do Envelhecimento (Cepe) promove o ciclo de seminários “Inovações em Políticas Públicas sobre Envelhecimento”. O objetivo é discutir políticas públicas com especialistas da área do envelhecimento populacional, responsáveis por desenvolvimento e implementação de experiências inovadoras em diferentes países.
 
 


Os seminários são gratuitos e serão realizados nos dias 21 e 26 de fevereiro.
 



No dia 21 de fevereiro, quinta-feira, de 08h30 às 12h, com apresentação da Dra. Andrea Slachevsky, da Universidade do Chile, o seminário terá moderação do gerontólogo Alexandre Kalache e a participação dos debatedores Doutor Jerson Laks e Luiza Machado. O tema é a elaboração da proposta voltada a um plano de abrangência nacional para que o Chile pactue políticas referentes ao Mal de Alzheimer e a outras demências que afetam as pessoas idosas.
 

O outro encontro será no dia 26 de fevereiro, terça-feira, de 08h30 às 12h, com exposição da Professora Jo Boufford, Presidente da Academia de Medicina de Nova Iorque e moderação do gerontólogo Alexandre Kalache, o evento terá como debatedores os Secretários municipal e estadual da área do Envelhecimento. Neste seminário será descrita a iniciativa bem sucedida da cidade de Nova Iorque, "Age-Friendly New York”.
 

Local: Auditório do Centro de Estudo e Pesquisa do Envelhecimento

Avenida Padre Leonel Franca, 248

Gávea, Rio de Janeiro.
 

Inscrições no site www.vitalbrazil.rj.gov.br.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Centro Internacional de Longevidade comenta declaração de ministro japonês

As declarações do ministro das Finanças do Japão, Taro Aso, publicadas em 22 de janeiro, pelo jornal O Globo, sobre abreviar a vida das pessoas idosas, que deveriam “se apressar e morrer para poupar gastos do governo com a saúde pública” suscitam importantes pontos sobre os cuidados ao final da vida e o processo do morrer na velhice que o Centro Internacional de Longevidade - International Longevity Centre no Brasil (ILC-Brazil) acredita ser indispensável discutir.

À medida que as populações envelhecem, questões sobre autonomia, dignidade, consentimento informado e morte digna em relação aos cuidados do final da vida passam a ganhar mais atenção e importância. No Japão, 32% da população têm mais de 60 anos de idade. No ano 2050, é previsto chegar a 42%. O envelhecimento populacional é acompanhado de um aumento das doenças crônicas e isso contribui para um aumento dos custos com cuidados sociais e da saúde. No entanto, este olhar exclusivo nos custos distorce fatos. Nega, por exemplo, as contribuições de pessoas idosas à sociedade, o fato é que nem todas as pessoas idosas padecem de doenças de longa duração no final da vida e o alto custo e a morte em pessoas muito idosas é muito menos custosa que a morte pela mesma causa de uma pessoa mais jovem, como assinalado em vários estudos tanto na Europa como na América do Norte.

A evidência disponível em um país como o Canadá mostra de modo inequívoco que doenças e a explosão da tecnologia biomédica são os condutores dos altos custos. E que a melhor forma de controlar os custos que tanto preocupam o Ministro Aso é investir em promoção da saúde e prevenção das doenças – de modo a manter pessoas idosas o mais saudáveis possível pelo mais longo período de tempo possível. No entanto, se elas adoecem e se tornam frágeis, tanto elas como seus familiares que deles cuidam devem ser bem suportados na comunidade para evitar - ou, ao menos, postergar - hospitalizações, estas sim muito custosas.

Pessoas no final da vida - sejam estas em que idade for - têm necessidades complexas. Muitos precisam de cuidados paliativos para controlar e aliviar dores e manter a qualidade de vida. O lugar preferido - e, em geral, menos caro - para morrer é a própria casa. No entanto, os sistemas de saúde não facilitam isto - ao contrário: é mais cômodo para os profissionais institucionalizarem os pacientes terminais. Tais sistemas tampouco oferecem, na maioria dos casos, o apoio necessário (médico, emocional, psicológico, espiritual) que os familiares necessitam para cuidar de seus idosos. Além disto, qualquer paciente com uma doença terminal precisa ter informações sobre as opções de cuidado com antecedência – antes de entrar na fase terminal da doença.

Na carta de San José sobre direitos das pessoas idosas na América Latina e no Caribe de 2012 esse assunto está bem articulado: o consentimento livre e informado, prévio a qualquer intervenção médica, independente da idade, saúde ou tratamento, de maneira a promover a autonomia da pessoa idosa deve ser assegurado e o desenvolvimento e o acesso ao cuidado paliativo, para assegurar morte digna e sem dor à pessoa idosa em fase terminal de doença deve ser promovido. A visão articulada pelo Ministro Aso, conforme veiculada, seria discriminatória, preconceituosa, demonstraria mau julgamento e certamente não seria condizente com um país tão envelhecido que até hoje se caracterizava pelo respeito e pela reverência que dedica a seus idosos.
 
Alexandre Kalache, Louise Plouffe, Ina Voelcker, Silvia Costa, Paul Faber

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Organização Mundial da Saúde é afetada pela crise econômica

“Envelhecimento e Curso de Vida” é um dos programas da Organização Mundial da Saúde (OMS) que começa expressiva redução em seu orçamento mantido por contribuição obrigatória dos países – cujo valor é referenciado pelo PIB de cada um. Além dessa fonte orçamentária, a OMS recebe contribuições voluntárias de governos e entidades que subsidiam seus inúmeros programas que, além do envelhecimento, incluem doenças infecciosas, doenças crônicas não transmissíveis, novas gripes, AIDS, obesidade, problemas ambientais, entre muitos outros relacionados à saúde.

 
Segundo o jornal Estado de São Paulo, em sua edição de domingo, 20 de janeiro, a OMS vem efetuando cortes que atingem as equipes, materiais e viagens, sendo 20% de cortes em programas de combate a doenças crônicas; 10% a menos para a liberação de recursos para programas nacionais de tuberculose e de malária e 13% de redução em 25 programas, incluindo combate ao tabaco, doenças vasculares e saúde mental.

 
O Estadão faz um retrospecto das medidas restritivas e dos países que suspenderam suas contribuições à OMS.

 
Íntegra no link:

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Relatório do Fórum Econômico Mundial é tema de entrevista de Alexandre Kalache na CBN

Um dos autores do Relatório “Riscos Globais”, que será discutido na Reunião Anual do Fórum Econômico Mundial - 2013 (World Economic Forum – WEF), Alexandre Kalache foi entrevistado pelo Âncora da CBN, Milton Jung, no noticiário da manhã de hoje, sobre o alerta e as sugestões recomendadas no capítulo que aborda a qualidade de vida.

Kalache analisou o aumento da expectativa de vida alcançado pela humanidade como uma conquista e ao mesmo tempo um desafio para a qualidade de vida desejada, em termos sociais e de saúde, especialmente no que diz respeito ao avanço dos custos do cuidado do idoso. Os dados mostram, segundo Kalache, que o aumento do número de anos de vida não corresponde a um incremento proporcional dos anos com boa saúde.

Em resposta a Milton Jung sobre a recomendação do Relatório para o Brasil, Kalache colocou que uma das prioridades é a preparação dos profissionais de saúde para as implicações do envelhecimento, por meio de mudanças nos currículos de formação e pelo estímulo à responsabilidade pela prevenção. Considerou que somente a prevenção de doenças e a promoção da saúde ao longo da vida podem assegurar qualidade à nossa existência.

A Reunião Anual do WEF será realizada em Davos, Suíça, de 23 a 27 de janeiro, com participação de lideranças da área empresarial, acadêmica, política, ambiental, de comunicação, entre outros, com o objetivo de discutir o relatório anual sobre os riscos globais, publicado duas semanas antes do evento.

Como integrante, há cinco anos, do Conselho do Envelhecimento (Council on Ageing), Alexandre Kalache participou da reunião “Global Agenda Council on Ageing”, que precede o Fórum e foi realizada de 12 a 15 de novembro, em Dubai.

O Relatório sobre Riscos Globais divulga a pesquisa principal do Fórum Econômico Mundial, que proporciona uma plataforma independente para o debate de estratégias de colaboração. Em 2013, as discussões serão orientadas por cinco fatores: o avanço cognitivo do cérebro humano pelo uso de estimulantes; o uso descontrolado de tecnologias para conter as mudanças climáticas; as próprias mudanças climáticas em curso; os custos de se viver mais e a descoberta de vida em outros planetas.

Informações sobre o Fórum Econômico Mundial – 2013: